
Aeroporto...
Desperto cansado na cidade madrilenha
rodeado de azafama e luz que me ajuda,
a perceber a necessidade voraz de um lar
Cafeína e Glicose, mistura eleita
dos que olham mas não querem, sentir,
de novo... aquela que será, amargura do ADEUS.
Saudade? Haverá palavra mais portuguesa?
somos povo que sente e sofre, o fado de cada dia.
Abandono de um lar em busca de quê? para quê?
Perda de identidade que esmorece
a vontade, será isto liberdade...!
Agora mais perto, algo forte me envolve
Razão de te ter, Família (de) Pobre!
Não será a vida um regresso a casa?
A. Magalhães

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